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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Aprendendo a amar - Parte Final

(...)


Com o coração apaixonado Lucia queria estar todo tempo possível perto de seu amado, porém ela tentava não demonstrar essa vontade irrefreável. Ela o convidou para ir ao cinema, apesar de já ter visto todos os filmes em cartaz, ela só usava como um pretexto para tê-lo por perto, mas ele dissera que tinha trabalhos da escola atrasados, então ela se prontifica a ajuda-lo, porém ele diz que ela só o atrapalharia ainda mais.

Com a escusa, e o coração ferido pela rejeição ela aceita o convite de sua amiga para dar uma volta, afinal se ela ficasse em casa, a dor só se tornaria ainda mais insuportável. De repente enquanto ela anda distraída olhando as vitrines, sua amiga cutuca ela e pede para que ela olhe para o lado.

Seu coração salta, suas pernas enfraquecem, seus olhos não admitem presenciar aquela cena, Gabriel vinha em sua direção, mas dessa vez não vinha à seu encontro, os olhos de Lucia se direcionam as mãos entrelaçadas dele e de uma garota. Ele se assusta a vê-la parada ali, desmascarando sua falta de caráter, ela procura se manter forte mas as lágrimas rolam espessas por entre sua face, tudo que ela vivera até ali, o coração acelerado, a sensação de tudo estar completo, caiu como se o vale repleto de flores, estivesse sendo engolido por um grande precipício em que suas mãos não eram capazes de alcançar.

Ela recolhe sua dor, que parecia estar corroendo todo o seu ser. Ele estagna e não da mais nenhum passo, com os olhos cheios de lágrima ela se despede dele, e vira as costas correndo desesperada pelo corredor, ela procurava encontrar uma saída, uma fuga para aquele pesadelo, mas ela sabia que nenhum lugar seria capaz de amenizar sua dor, em sua inocência ela esperava que ele viesse à sua procura e tentasse consertar seus erros, mas ele não veio.

A única coisa que ela escutava eram os ecos do grito abafado pela tristeza de sua amiga, mas ela já estava distante, procurando respostas para as perguntas que acabara de se levantar. Demoraria um tempo para que Lucia olhasse para trás e essa lembrança não a machucasse mais, demoraria um tempo até que ela entendesse que no amor sempre tem algo a aprender e quando pensamos que desvendamos todos os seus mistérios as surpresas vem à tona.

“Não importa o quanto você tentou e deu errado, o quanto confiou e quebrou a cara. Quantas vezes você deu viagem perdida, não importa  se você teve que andar na chuva, muito menos as vezes que seu coração foi partido.
As coisas simplesmente acontecem! O importante é não se arrepender de nada, viver cada dia, arriscar e ter certeza que para cada lágrima que você derrama hoje, são duas gargalhadas de respirar o ar amanhã!
Algumas pessoas vão te amar pelo que você é, e outras te odiar pelo mesmo motivo...
Acostume-se a vida é assim mesmo! Mas nunca desista de ser feliz.”
  
                                                                                                                Juliana Santiago
Juliana Santiago

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Aprendendo a amar- parte III

(...)

Tudo ao seu redor parecia estar diferente. Sua alma se regozijava em uma alegria indescritível, a sensação de paz e preenchimento parecia dar forma a vida que até hoje parecia estar ausente de qualquer curva geométrica. Tudo mudara, mas Lúcia não sabia que aquele não era o fim, mas o começo das suas lições.
No dia do “encontro” ela estava exultante, passou dias planejando a roupa que  usaria, o cabelo, a maquiagem, tudo para estar impecável, as elaborações de fala também eram comuns.
Ele a esperava perto da fila do cinema, quando ela o mirou tudo parecia ter ficado bem, a apreensão caiu por terra, e a sensação de paz veio à tona, apesar do nervosismo culminante.
-Oi. – ele responde com um sorriso brilhante, cumprimentando-a com um beijo no rosto.
-Oi. – ela cora com essa simples saudação, ele nem elogia todo o trabalho que Lúcia tivera para parecer perfeita, mas ela procura não se abalar com isso.
-Que filme você quer ver? – ele pergunta.
-Estreou um agora, “memórias de uma vida eterna”, me disseram que é muito bom!
Ele parece nem dar ouvidos a sua opinião, e olha para o grande cartaz que se estendia a sua frente.
-Adoro filme de terror, vamos ver “Os mortos renascidos”. Tudo bem para você?
Ela aceno positivamente, sabia que sua resposta não valeria nada.
Compraram os ingressos e entraram na sala escura. Ela odiava filme de terror, mas para não desapontá-lo aguentou cada minuto de tortura.
Quando saíra do cinema ele só falava do quanto o filme era emocionante, ela sorria fingindo estar interessada pelo assunto mas a verdade é que não estava nem um pouco empolgada, e quando finalmente mudaram de assunto ele só falava sobre ele mesmo, como se o mundo girasse ao seu redor.
Quando ela pensei que o fiasco do encontro não tinha salvação tudo pareceu ter mudado. Sentados em um banco em uma parte pouco movimentada do shopping. Ele a olhou, segurou sua nuca e a beijou. Aquele toque que fez seu coração ressaltar e enterrar todos os aborrecimentos.
Depois daquele dia, pareciam ainda mais próximos e ela cada vez mais apaixonada, não sabia que precisava controlar seus sentimentos, para que eles não a controlassem.
Só havia pequenos incômodos, quando estavam a sós, tudo era perfeito mas quando estavam em público ele a evitava, isso a machucava, mas ela desprezava com medo de perdê-lo.
(...)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Aprendendo a amar - Parte 2

O seu sonho se idealizara, não da forma que tantas vezes havia passado em sua mente fértil, mas só de estar ao seu lado, ela se sentia totalmente completa, como se sua presença fizesse sua vida valer à pena, estranho essa sensação de dependência que se passava em seu interior, mas ela não se importava, tentava ignorar se concentrando apenas no presente, aquele momento em que para ela se tornava mágico como se aquelas cenas de romance que ela via em todos os lugares estivesse aconteçendo com ela.
-Oi.- ele fala ao sentar ao seu lado, aquelas duas letras coraram suas têmporas alvas.
-Olá.- ela responde timida com a cabeça baixa.
-Tem alguma ideia de como começar? 
Aquela era sua matéria preferida, mas de repente tudo sumiu de sua mente, ficou confuso. Ela levanta timidamente o olhar e fica de encontro ao seu, te-lô tão perto retirava todas as suas defesas, ela não consegue manter o olhar fixo por muito tempo e logo abaixa vacilando a pose confiante que tantas vezes ela treinara no espelho.
O tempo de aula passou, eles discutiram ideias, dividiram os assuntos, mas a maior parte do tempo ela apenas balançava a cabeça confirmando porque seu pensamento estava direcionado a apenas num ponto, com fantasias e pensamentos ilusionários, mas que ela pensava que poderiam se tornar real, já que a sorte parecia estar ao seu lado. 
O sino toca, ele se levanta, menciona ir embora, ela não poderia deixar a oportunidade escapar por suas mãos, então compulsivamente fala uma palavra, sem pensar no que falaria depois:
-Gabriel!
Ele vira, e para esperando o resto.
-Hãm... - ela procura elaborar algo útil para falar. - Você quer ir qualquer dia desses para o cinema? Estreiou um filme ótimo...
Ele hesita, ela espera ansiosa sua resposta.
-Tudo bem, a gente pode ir, só marcar.
Ela sorri exultante, dessa vez não consegue disfarçar. Ele sorri se divertindo de como ela ficava perto de sua presença, seu ego inflava.
-Então tá, até mais.
Ele sai em direção a porta, ela tenta voltar ao chão, aquela sensação que se infiltrava em seu peito, causava um sentimento novo, entusiasmante, como se quisesse pulasse de seu ser, e ela segurasse para se manter ali, junto a ela.

(continua..)                                                                                   Juliana Santiago

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ao infinito irreal



Corro. Corro. Corro um pouco mais. O vento balança meus cabelos, a respiração se torna cada vez mais dificultosa, a única coisa em que penso é alcançar o infinito, um lugar em que eu não me machuque que não faça as pessoas sofrerem. A grama toca em meus pés descalços como um tapete veludo. Sinto um espinho cravar em minha pele, não me importo, a falta de dor é precisa para que eu tenha plena consciência que tudo não passa de um sonho. Mas quando eu chegar ao infinito quem vai estar me esperando para me abraçar e me dar boas vindas? Dizer que sentiu minha falta? E eu falar o mesmo não como mais uma mentira, mas a mais pura realidade. O eu te amo sairá naturalmente de meus lábios, porque verdadeiramente eu sentirei  isso.
                                                                       
Juliana Santiago

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Àqueles que um dia choraram por meu amor



A dor de ser rejeitada por quem amamos é mais intensa que um ser humano pode sentir, porque não é uma ferida que pode ser cicatrizada dentro de alguns dias, é uma cicatriz que dura para sempre, aquela dor que alcança o mais intimo do nosso ser, o coração.
Amizade. Era a única coisa que queriam, mas infelizmente àqueles que eram meus amigos acabaram me amando, como eles rotularam, mas eu não podia inventar um sentimento. Me sinto culpada por machucar alguns corações, e o pior é que era das pessoas que eu amava, quer dizer ainda amo apesar da distância que o meu não como resposta gerou.
Hoje sigo em frente, mas as lembranças de corações partidos por mim ao decorrer da minha história são fantasmas do passado que não permitem que eu seja plenamente feliz. Peço desculpas se feri alguém com minhas palavras tolas, ou atitudes insensatas, ou com minha sinceridade, sou assim uma garota imperfeita em um mundo conturbado, tentando ser feliz no meio do caos.
Mas essa felicidade pode não ser real, desisti do amor, ele só me machuca, e hoje eu entendo  a dor que vocês sentiram, meu último pedido é que vocês me desculpem, amigos que foram parte da minha história. E àqueles que nem olhei nos olhos para destruir o coração. Meu adeus àqueles que eu amei e me rejeitaram, àqueles que me amaram e eu não soube valorizar e os raros que eu amei e me amaram.
P.S: Não que a minha morte vá causar alguma dor, mas eu amo minha família e preciso que eles saibam disso, peço desculpas por todas as besteiras que fiz, sei que poderia ter me saído melhor.

Laura  Carvalhes.

Juliana Santiagooo

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Felicidadelopólis



Para você como seria um mundo perfeito? Passei algum tempo pensando nisso, um mundo que todos gostariam, apesar de nada agradar a todos, o mundo perfeito agradaria.
Que nome você daria a mundo perfeito? Pense e me diga depois. O nome que batizei o meu é: Felicidadelopólis. Parece nome de cidade, mas foi o que veio em mente.
No Felicidadelopólis as pessoas se cumprimentariam não só por educação, elas realmente se importavam com o próximo, os homens falariam “bom dia”, “boa tarde” e “boa noite” não para flertar com as mulheres, eles realmente queriam apenas melhorar seus dias com um sorriso.
Não haveria morte, pai não mataria filho, nem filho mataria pai, vizinho não fofocaria da vida alheia, não haveria armas, nem guerras, as pessoas não conheciam a dor e nem tinham a pretensão de fazê-la. Saudade, lágrimas, ódio e tristeza não eram sentimentos vivenciados pelos moradores de Felicidadelopólis.
As pessoas não destruiriam seu próprio lar, eles  viviam em paz com a mãe natureza, por isso as catástrofes e mortes eram quase extintas, elas só apareciam por velhice, lá pelos 120 anos, a taxa de mortalidade infantil era quase nula, por isso os parques viviam cercados por rostos novos e bonitos.
Mas o mais importante em Felicidadelopólis é o amor. As pessoas ficam com alguém por que a amam verdadeiramente, não por interesse o outras situações internas, ninguém brincava com o sentimento de alguém, eles levavam a sério o parceiro, respeitavam e dedicavam todos os esforços para fazer o outro feliz, sem esperar nada em troca.
Quão bom seria morar em um lugar assim! Mas pensando bem, existe um lugar assim,  incomparavelmente melhor e eu quero morar lá um dia, sabe onde é? O céu, a morada celestial em que Jesus foi preparar para mim e você depois do sangue derramado na cruz, quando ele ressuscitou no terceiro dia.
Mas existe uma diferença entre Felicidadelopólis e o céu, sabe qual é? Um você pode escolher morar por toda a eternidade junto o pai, o outro é fruto da minha imaginação, a escolha só depende de você.
                                                                      
 Juliana Santiago

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Linhas traçadas de uma vida incompleta


A vida se conturba diante de meus olhos. Aquele material transparente reflete minha imagem, o meu presente. Deixo o êxtase da curiosidade dominar meu ser então subitamente olho para trás enxergando o passado, observo as pegadas deixadas no meio do caminho, tais marcas que constituem a minha história, sejam elas boas ou ruins.
E o meu futuro? Essa pergunta estremece a garota de olhos curiosos refletidos no espelho. Ela procura intensamente montar sua história, traçar planos para não repetir os mesmos erros, e ter vitoria em suas próximas ações. Costumam chamar de planejamento.
A garota toca em seu rosto delicado, que segundo as pessoas é até belo, mas seus olhos esmorecem ao pensar que um dia aquilo só faria parte de um longo passado, as pessoas que ela ama se apagariam, os sorrisos, as palavras e os feitos dessa menina incerta seriam  apenas parte de um tempo esquecido.
Então a desistência chega, ela não planeja os próximos anos, deixa que as surpresas da vida façam a feliz, não pensa na alta destruição que se aproxima a cada ano que o número da sua carteira de identidade aumenta, ela prefere gastar seus segundos fortificando sua presença na memória das pessoas, mesmo que um dia ela sofra o risco de se perder no esquecimento.
Seus olhos fitam pela ultima vez a imagem esboçada no espelho, ela vira e ouve o chamado para apagar as velas de seu bolo de aniversario, tais coisas que representariam o sepultamento do passado, a alegria do presente e a aproximação do misterioso futuro, tal parte do tempo que ela estava ansiosa para desvendar.
                                                                                  
Juliana Santiago
   
  P.S: hoje é meu aniversario de 16 anos, e a cada segundo sinto as marcas do tempo impactar meu ser por completo, tudo que juntei ao decorrer desse tempo é marcante o suficiente para dizer que tudo valeu à pena. Agradeço a Deus por me dar esse belo presente de mais um ano de vida, de me manter debaixo de suas asas e me presentear com esse maravilhoso dom de repassar através de escritas os meus sentimentos. Agradeço a você, que faz parte da minha historia, que vem me incentivando e o blog também. O aniversario é meu, mas o presente é de vocês. :*


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A tolice de Amar

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Três anos de minha vida foram depositados para ele, ofereci meu amor, minha vida. Em troca de que? De uma dor indescritível e minha morte, porque ele levava meu coração junto com sua deixa. Estava na minha cama sozinha, lembrando que um dia ele já ocupara o travesseiro ao meu lado, que um dia ele disse que me amava e que eu era a razão de sua felicidade, eu tola acreditei em tudo me convencendo que com ele tudo seria diferente, que dessa vez eu seria feliz. Estava ali no meio da noite chorando por algo que não teria mais volta, lembrando tudo que deveria ser dito à tempo, de todas as frustrações que deixávamos embaixo do tapete, de todas as rotinas e brigas que apagavam o nosso amor. Ele me disse adeus, com as malas prontas virou suas costas para mim, jogando fora todo o tempo que a ele foi dedicado, como se meu amor não tivesse importância, enterrando todas as palavras bonitas que um dia eu acreditei que fossem verdadeiras.
As pessoas são substituíveis, por mais que você dedique imparcialmente o seu melhor não será o suficiente para garantir que essa pessoa retorne o que à ela foi depositada. O amor acaba e quando isso acontece ele machuca, destrói nossos sonhos, nos deixam jogados no chão sem capacidade de levantar, levando tudo que nos é importante. Apesar disso, eu teimo em amar, eu teimo em sofrer, eu teimo em sair machucada, por que no fundo, ele não pode levar minha esperança dentro de sua mala, não pode levar a chance de um novo começo, enquanto eu estiver viva com o coração bombardeando sangue pelo meu corpo, eu serei essa tola que continua tentando ter um final feliz, porque não importa quantas vezes me deixem ferida no chão, eu sei que poderei levantar e começar tudo novamente. E quando um dia eu for feliz, o sofrimento só será um aprendizado, e ele com suas malas na mão só serão momentos escuros de meu passado que não rasgaram mais meu peito, as palavras bonitas que um dia eu acreditei ainda soaram em meus ouvidos, não para me deixar feliz, mas como um aviso de nem tudo que é dito é verdade.
                                                Juliana Santiago.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O salvador

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Sabe quando nada vai bem? Parece que a lei de Murphy finalmente cria vida, o dia começa ruim e nada parece dar jeito. Pois é era dessa maneira que Lucas começara seu dia, seu chefe que era o pior de todos (sem hipérbole) dera em cima da hora uma palestra para ele organizar para o dia seguinte, sua namorada o deixara no dia anterior, e ele tinha acordado com um daqueles resfriados que nos fazem querer morrer.
O estresse da grande capital, só carro, prédio, fumaça, nada mais. O mundo diante de seus olhos era tão monocromático e chato. Na hora do almoço, ele foi a um restaurante pediu a comida e sentou, apenas beliscou estava insípida em sua boca, ele via as pessoas sorrindo e as achava estúpida por ainda ter algum motivo para ser feliz, mal sabia ele que algo mudaria seus conceitos. Na volta do trabalho havia um mendigo na porta de uma catedral e pediu alguns trocados (ele tinha de sobra no seu bolso) ele disse que não tinha e seguiu andando sem ao menos olhar para a cara do pobre senhor, ao atravessar a rua, distraído com os pensamentos no trabalho,  não percebeu que tinha aberto o sinal verde, ele ouviu alguém diz para ele sair dali, mas ele não deu ouvidos, quando viu o carro já estava próximo, quando tudo parecia perdido, um corpo rígido agarra sua cintura e tira ele dali, não foi atingido, sem entender ele olha para os lados e procurar seu salvador, mas não havia ninguém, as pessoas aglomeram ao seu redor, mas ele tinha saído intacto, sem nenhum arranhão.
O dia inteiro ele pensou sobre o assunto, não se concentrou no trabalho, ele precisava achar seu salvador para agradecer. Ele abre a porta da casa e liga a luz, vai a cozinha e um papel dourado que estava em cima da mesa toma sua atenção, ele pega delicadamente vira e só encontra uma pequena frase “para Lucas”, sem hesitar ele abre o papel.
Eu sei que a solidão bate, você se sente só e perdido, mas não esta, eu te acompanho cada minuto de sua vida, mesmo sem você perceber. Eu sei de cada detalhe de sua vida. Filho, tudo pode parecer confuso, mas um dia você achará as respostas, tenha mais Fe na vida, procure achar a beleza que eu coloquei em cada detalhe, desde um sorriso até uma folha voando no chão. Eu estarei aqui, basta você querer me conhecer, apesar de você ter esquecido de mim eu não esqueci de você. A resposta de todas suas duvidas estão na bíblia e quando quiser conversar comigo é só orar que eu escutarei seu chamado. Nunca mais pense que a solidão é a sua única companheira, eu sempre estarei aqui, eu sempre estou.
p.s: tenha mais cuidado antes de atravessar a rua, dessa vez um anjo enviado por mim, te salvou, mas nem sempre as coisas acontecem duas vezes, eu realmente tenho um propósito na sua vida.
                                                     Com muito amor, seu salvador.

p.S: essa historia é uma questão de fé, a carta foi elaborada para passar a mensagem, foi uma metáfora, eu acredito realmente que essa historia pode acontecer, afinal anjos e Deus existem.
                                                                                                
 Juliana Santiago

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Recomeço de uma história sem fim


As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.


                                                       -Mário Quintana



-Cara, você não tem noção mesmo de tudo que eu sacrifiquei para estar do seu lado?- Marina tinha seu próprio jeito de amar, diferente e bruto, mas nem por isso menos verdadeiro. – Eu nunca fiz questão de estar mais que alguns meses com alguém e com você eu estou há dois anos!
-Eu sei gata, eu também gostei de estar muito ao seu lado, mas agora eu quero seguir minha vida. – Rogério era ainda menos insensível, ele decidia e pronto.
-E por quê? Eu fiz algo de errado?- ela estava confusa tentava procurar algum erro em sua trajetória de relacionamento, mas ela ainda não tinha aprendido que nem tudo é nossa culpa?
-Nada amor! Você foi a melhor coisa que me aconteceu esses tempos, mas eu quero viver tudo que eu perdi, me desculpe Máh, eu nunca quis te ver sofrer mas eu não posso renegar minhas vontades para fazê-la feliz se eu  não vou ser.
-Tudo bem, se é assim que você quer.-  sua frieza era monstra, ela queria demonstrar que aquilo não afetaria sua vida, mas ela enganava os outros porque por dentro ela estava morrendo. Ele dá o ultimo beijo, daqueles que fazem uma vida inteira valer á pena, sai porta a fora com a promessa de nunca mais voltar atrás, ela senta no sofá e procura algum motivo para viver, não encontra. Mas apesar da dor, ela ficaria bem, lutaria para que isso acontecesse, com seu jeito bruto de gostar de alguém, ela não se lamentava porque tudo que ela queria ter feito ela fez, não deixou nada para depois, com esse pensamento um sorriso brota em seus lábios apesar dessa não ser a atitude de uma pessoa normal, mas tudo bem, ela não seguia esse parâmetro.
                                                                                                    
                                                                                         Juliana Santiago

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

As estrelas são testemunhas


Ela era  idealização de sonhos contínuos, eu a amava antes de conhecê-la, o ser perfeito aos meus olhos, ao meu coração, estava ali o meu lado, embaixo do mesmo céu que eu, compartilhando o mesmo ar, o mesmo chão, a mesma vida e isso era extremamente emocionante. A lua inclinava sua luz sobre seu rosto fino, as estrelas pareciam curvar-se diante de sua gentileza, seus olhos fechados refletiam um estado de paz, de tranqüilidade, tive inveja de tamanho privilégio.
Bia estava ao meu lado, deitada sobre a grama que estava recoberta por um pano vermelho, símbolo de nosso amor, eu não cansava de apreciar, cada vez era uma nova descoberta, uma nova sensação, como se eu nunca a conhecesse o suficiente, ela era interessante demais para se desvendar de uma única vez. Ela puxa o ar delicadamente com seu nariz delicado, como se em cada partícula de oxigênio ela encontrasse força, determinação, ela sai de seu transe, meu passatempo de observá-la também. Seus olhos verdes brincavam com o escuro da noite, com um único olhar ela me deixava desarmado, como um menino inocente.
Sorrio ao pensar que ela estava ali ao meu lado, seus lábios finos se aproximam, seu semblante calmo muda ao me ver, certo pavor recorre sua face, antes que perguntasse algo ela me observa por incansáveis minutos como um adeus. Sua face se aproxima lentamente da minha, seus lábios doces envolvem completamente todo meu espírito, um breve minuto de felicidade.
-Eu vou embora.  – Bia fala depois de nosso beijo apaixonado, retirando tudo que ela me dava minutos atrás.
-Como assim?- pergunto atônito.
-Meus pais vão se mudar para a França e eu vou fazer intercâmbio no Canadá. – Suas palavras saiam esmagando minha alma.
-Bia, você não pode fazer isso. – Suplico.
-Desculpa Léo, mas eu não posso mudar isso, viajo amanha de manhã, queria ficar com você o último dia, aproveitar cada minuto ao seu lado.
-Bia, eu te amo. – as palavras saíram meio engatadas, era difícil admitir um sentimento tão forte, mas se eu queria dizer tudo antes que fosse tarde demais. Uma lágrima cai, e corta meu coração como uma navalha afiada.
-Eu também te amo. – Um ultimo sorriso é esboçado de seu rosto, aquelas palavras valeram mais que minha vida toda.
-Vou esperar por você, não importa o que aconteça. – ela olha para o céu pontilhado lá em cima e retorna seu olhar para mim.
-As estrelas são testemunhas. – ela fala calma.
Nossa ultima noite juntos foi perfeita, a mulher que eu amava estava partindo diante de meus olhos, tentei aparentar ser fácil, mas por dentro minha alma estava em pedaços, não sei se minha promessa será cumprida, se as estrelas vão piscar ao nosso favor. Bia foi minha idealização que tomou forma, o único amor da minha vida que me trouxe felicidade e que se retirou tempos depois.
    P.S: Agradeço a um colega que me inspirou para esse post, ao contar sua historia de amor. Obrigada. ;*

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Perdida


Estou caindo e sinto que sozinha não conseguirei sair desse abismo que aprisiona minha liberdade. Olho para cima, o céu azul fica cada vez mais distante, o ar, o vento percorrendo minha face já se tornava uma sensação distante, o sorriso e a alegria eram um passado distante que parecia impossível acontecer novamente. Tento encontrar uma solução, mas tudo parecia ter fugido de minhas mãos, a única coisa que via era enormes blocos de terra ao meu redor tentando me esmagar, sem nenhum sinal de como sair dali, o ar se tornava cada vez mais raro, meus pulmões faziam um enorme esforço para absorver o máximo de oxigênio que o ambiente permitia. 
Uma lembrança foi resgatada do fundo do meu pensamento. Uma cruz pregada, com uma pessoa derramando seu sangue pelos meus pecados, a dor, e as feridas que percorriam seu corpo eram tão profundas que faziam com que eu também sentisse aquela agonia, sua cabeça abaixada levanta e com seus olhos ternos e gentis Ele me da esperanças que tudo passaria, porque ele já tinha pagado o alto preço e agora estava ali com as marcas de seu sacrifico cravadas na mão, apesar do lugar ser extremamente escuro e inabitável ele continuava ali do meu lado me dando um novo sentido para viver, eu pude sentir isso a partir do momento que permiti que isso acontecesse.
As areias dos meus olhos saíram com um sopro suave e eu pude achar uma saída. Quando finalmente me vi longe daquele abismo pude ver o sol aquecer minhas esperanças por um amanhã melhor, curiosa olho para o abismo, percebo que era um pequeno buraco insignificante e que a saída estava todo tempo na minha frente, mas eu estava preocupada demais com os problemas para enxergá-la. Tudo seria melhor dali para frente, porque apesar das dificuldades o homem com as mãos perfuradas estaria me dando à luz para encontrar a saída e ânimo para ir atrás delas.
                                
Juliana Santiago

P.S: Se você esta passando por um momento difícil peca ajuda a Jesus, Ele lhe ajudará a achar a solução e lembre-se: A noite é sempre mais escura antes do amanhecer.